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Geral 28 de Agosto de 2020

Confira o artigo escrito pelo Diretor do HUST em alusão ao aniversário de Joaçaba

*por Alciomar Antonio Marin, diretor geral do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST).

A história do município de Joaçaba é coroada de muitas conquistas, bem como dos municípios coirmãos de Herval d’Oeste e Luzerna. Ao longo de sua existência todos, sem distinção despontam no cenário estadual com qualidade naquilo que lhes é peculiar nas atividades socioeconômicas para com seus munícipes. Nossa região também desponta como sendo um polo na área da saúde, com hospitais, clínicas, consultórios e profissionais reconhecidos pela qualidade e resolutividade no que tange ao atendimento a pacientes que procuram os serviços aqui estabelecidos.

Joaçaba que este ano completa 103 anos, Herval d’Oeste 67 anos e Luzerna 25 anos, com certeza celebram nessa data muitas conquistas, porém nesse ano de 2020 uma situação inesperada faz com que essa comemoração seja de muita reflexão, principalmente na área da saúde. Reflexão essa introspectiva para todos nós, pessoas, profissionais vocacionados que se dedicam integralmente em salvar vidas. A pandemia COVID-19 nos impôs uma mudança significativa de atitudes, convívio, inter-relacionamento, estratégias, desafios e até mesmo novas oportunidades. Os impactos em todos os sentidos foram enormes em todas as áreas indistintamente. Na saúde pública e hospitalar, sem dúvida os reflexos foram significativos, fluxos, procedimentos e formas de atendimento criaram uma nova dimensão, que não será esquecida, ao contrário deverá permanecer por muito tempo, diria até que irão se incorporar nas rotinas futuras, algumas dessas já não tem como deixa-las para trás.

Mas a vida ela segue. Segue de forma diferente, mais regrada, disciplinada, acredito que nesse momento a vida nos ensina que o “SER” é muito mais importante do que o “TER”. Estar presente, mais próximo, mesmo que mais distante, porque a tecnologia nos permite aproximar o distante. Na área da saúde também o “novo normal” tem impacto na maneira de como conduzir os atendimentos aos pacientes, tais como telemedicina, comunicação mais constante através das mídias sociais de cada um. As diferentes tecnologias para diagnósticos patológicos, cirúrgicas, robôs, equipamentos de toda ordem e tantos outros que são utilizados nos diversos procedimentos hospitalares, também passam por uma transformação, muito mais criteriosa, porque com essa pandemia outras necessidades tiveram que ser supridas. As diversas profissões na área da saúde também se transformam com novas atividades, cuidados que até então, eram desapercebidos, mesmo que não intencionalmente, porém sem um prejuízo maior à atividade desenvolvida.

Consequências econômicas para os hospitais, principalmente os filantrópicos, haja vista que antes da pandemia já existiam sérias dificuldades em relação a políticas públicas na saúde, tais como defasagem da tabela SUS há mais de 25 anos, para o financiamento da saúde pública, o alto custo de manutenção da atividade hospitalar como um todo. Talvez poucos entendam a grandeza do Sistema Único de Saúde, seu papel fundamental na saúde pública. O que seria dessa pandemia sem o sistema SUS? O que seria não termos um hospital regional, filantrópico que atende nossa população no sistema público? Porém, não há clareza e estratégias objetivas a longo prazo que se vislumbre melhorar ainda mais esse sistema, isso impacta significativamente no direcionamento de ações que os hospitais poderiam realizar para que tivéssemos uma saúde de melhor qualidade.

Consequências sociais para a população, principalmente aquela mais necessitada, em virtude de uma demanda reprimida que vem ao longo tempo, para atendimentos ambulatoriais, exames e cirurgias, e, com a pandemia isso tende a se agravar. Infelizmente não se vislumbra uma solução com equidade de todos os entes envolvidos na saúde, falta diretrizes e principalmente ações para solucionar esses impactos, pensar e agir pró-ativamente e não reativamente, portanto diretrizes e planejamento são essenciais.
Mas a vida que segue, e acreditamos que todos estão imbuídos em superar todas as dificuldades que estamos enfrentando, por isso, o SER é muito mais importante do que o TER, para que sejamos pessoas, profissionais comprometidos e Instituições que desejam e querem dar o melhor naquilo que é o nosso principal objetivo, A VIDA DAS PESSOAS, porque vida continua.

Parabéns a todos àqueles que fazem parte da história e que contribuem para o desenvolvimento de nossas cidades com um povo pujante, mesmo na adversidade temos que comemorar a VIDA, porque? A vida ela segue.


*Texto publicado no Jornal Raízes.

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