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Geral 11 de Novembro de 2021

Pesquisa desenvolvida no HUST é premiada no 2º Circuito Regional de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento

No mês de outubro aconteceu a premiação dos trabalhos desenvolvidos com bolsa de iniciação científica com financiamento do CNPQ, essa atividade foi parte integrante do 2º Circuito Regional de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento organizado pela Unoesc onde os trabalhos foram apresentados e avaliados por pesquisadores indicados pelo CNPQ. O trabalho desenvolvido no Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) intitulado como “Comparação entre o efeito de três enxaguatórios bucais na mucosite quimioinduzida - ensaio duplo cego” foi premiado como mérito científico e tecnológico.

A pesquisa foi desenvolvida pelo acadêmico do curso de Odontologia João Francisco Cordeiro Barbosa sob orientação da professora do curso de Odontologia e do Mestrado em Biociências e Saúde da Unoesc, Grasieli de Oliveira Ramos.

Conforme explica a professora, o objetivo do trabalho foi avaliar a ação de bochecho de duas formulações a base de fitoterápicos, comparando-as com a solução de nistatina, no tratamento e redução da dor dos pacientes com mucosite oral após a realização de quimioterapia.

— Sabemos que a quimioterapia tem alguns efeitos indesejados, como a mucosite oral e essa se desenvolve depois que o paciente já está em casa, por isso buscamos estudar uma solução para o tratamento dessas lesões orais, que o paciente pudesse realizar em sua casa, sem o deslocamento para o HUST para a realização da laserterapia, pois sabemos que o paciente fica debilitado nos primeiros dias após a quimioterapia — relata a professora Grasieli.

O trabalho aconteceu no setor de oncologia do HUST, com os pacientes que usam alguma medicação que tem risco de desenvolver mucosite oral. Os pacientes recebiam um frasco com uma solução que eles não sabiam o que era, no estudo testamos uma solução de camomila, uma associação de calêndula, camomila e aloe vera, além da nistatina, como solução controle. A escolha pelas soluções fitoterápicas aconteceu pois elas têm efeito anti-inflamatório reduzindo assim o quadro de mucosite. Os pacientes realizavam bochecho com a solução durante 5 dias, e posteriormente eles eram contatados via telefone para responder um questionário para avaliar a efetividade da solução.

Para o acadêmico do curso de Odontologia João Francisco Cordeiro Barbosa, os resultados da pesquisa indicaram efetividade semelhante entre as três soluções. Nenhum participante da pesquisa relatou incapacidade para comer, beber, falar ou dormir durante os dias em que os bochechos eram realizados.

— O fato das lesões de mucosite não terem aparecido durante a utilização dos fitoterápicos sugerem uma efetividade como fator preventivo, além da eficácia já comprovada no tratamento das lesões já instaladas — completa o acadêmico João Francisco.

— O próximo passo agora é investigar se essas soluções previnem o aparecimento da mucosite e definir qual o melhor protocolo para utilização nos pacientes — completa a professora Grasieli.

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